Quando andava no 5º ano, fui em visita de estudo ao Zoo de Lisboa. Mas neste post não vou falar do Zoo, mas sim das viagens de autocarro. Havia toda uma pirâmide hierárquica dentro do autocarro. Senão vejamos, os últimos lugares (vulgo cozinha), eram sempre destinados aos tipos “fixes” (vulgo hoje-em-dia-são-trolhas). Normalmente no centro da cozinha, ia o líder, com os pés apoiados nos suportes de braço dos bancos da frente. Nesses assentos iam as miúdas que gostavam do líder, sempre com os joelhos em cima do banco, e a rir-se de tudo o que ele dizia. Mas apesar de elas gostarem dele, ele não andava com nenhuma delas, pois achava que elas eram muito infantis, apesar de terem todos a mesma idade. No meio do autocarro, iam os putos normais, que queriam mesmo era ir ao lado da porta de trás, para serem os primeiros a sair mal chegassem ao destino. E por fim, na parte da frente do autocarro iam os putos inteligentes, que preferiam ir ao lado dos professores para poder dar graxa.

needs more cowbell!

Uma das coisas que acontecia sempre, era quando se passava por um campo cheio de vacas ou burros e um dos putos fixes do fundo do autocarro dizia para alguém: “HEY QUE TÁS ALI A FAZER MOÇO??”. Admito que apesar de não ir no fundo do autocarro, também cheguei a dizer isto. Umas das coisas que eu gostava, era das paragens nas estações de serviço para almoçar/lanchar. Posso dizer com toda a certeza que os alimentos oficiais das visitas de estudo, eram (e ainda devem ser) os rissóis, os panados de carne e as batatas fritas de pacote. Uma das coisas que eu sempre me questionei, foi o facto de haver sempre alguém que levava um frango assado dentro de um tupperware, que nunca chegava a ser comido. Eles bem que ofereciam a toda a gente, mas ninguém aceitava. Depois das três primeiras visitas de estudo, eles desistiram de levar os frangos assados. Bons tempos!



One Response to “As visitas de estudo no 5º ano”  

  1. 1 instigador

    Era isso e as musicas que se cantavam! E permite-me um reparo, eu era o gajo no banco do centro com as miúdas à volta e até agora ainda não me dediquei à construção civil. Talvez um dia, quando chegar a presidente de câmara me aproxime desse ramo…mas por ora essas são conclusões precipitadas.


Leave a Reply